quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Polski e Emmanuelle



Ao contrário de Lelouch, que nasceu conde e chegou a ministro dos negócios estrangeiros da Itália fascista por deferência do Duce, Roman Polanski [Polski, para facilitar] teve uma infância difícil na Polska natal. Os boches fizeram-lhe a vida negra em Warsawa: foi circuncisado cinco vezes no espaço de oito meses por um coronel-médico de Frankfurt dado a experiências. Depois, já maduro, Polski falhou o sonho americano (loooooser): primeiro, um sujeito chamado Charles Manson deu-lhe [literalmente] cabo da mulher, a actriz Sharon Tate, num acesso de mau génio. Posteriormente, Roman violou uma ninfeta dos anúncios da Calvin Klein e teve de fugir para escapar ao prisionato e possível gaseamento em San Quentin.
Polski acabou por se fixar em França mas, ao contrário do genro de Mussolini, teve a lucidez de não se casar com a filha do Chefe de Estado em exercício. No seu caso, caber-lhe-ia em sorte a pespineta Manzarine, tardia e escandalosamente revelada ao grande público como filha «secreta» de François Miterrand. Polski, arguto, receou que Manzarine carregasse nos genes a velhacaria do estupor do paizinho e esquivou-se; acabando por se ferrar numa actriz 40 anos mais nova que ele, a capitosa Emmanuelle Seigner, colega e amiga da Martines Mussolini (lá está!).

Camillo Alves

1 comentário:

José Paulo disse...

Camillo, podias ter acrescentado uma coisa: a Emmanuelle tem uma irmã chamada Mathilde que também é actriz e não me admirava nada que o velho Polski já a tivesse «filmado», não sei se me faço entender