sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Sai um sorvete!



Será chuva, será vento? Gente não é certamente...
Gente não será mas houve um camelo neo-zelandês que teve a sorte ( e os tomates!) de lá dar um saltinho. Stephen Jaquiery, editor de ilustração do Otago Daily Times, meteu-se num helicóptero e meia hora depois era largado no viajante gelado.

O icebergue, cheio de frio, partiu do Antártico, presumo que da barreira de Ross ou de lá perto, e "navega" rumo á ilha do sul da Nova Zelândia em busca de águas mais quentes.O que não pode imaginar é que os milhares de anos que demorou a formar-se serão apagados em menos de um fósforo, perdoe-se a expressão.
O Stephen diz que sempre idealizou visitar o Antárctico mas o que nunca esperou foi a coisa ao contrário. A vida copia, pois, o adágio: Não podendo ir Maomé á montanha, desloca-se esta para se ajoelhar perante o Profeta...

O sortudo confidenciou-me ao telefone que a experiência foi única mas que ao chegar a casa a sua Mãe lhe dera um raspanete, não pela aventura mas por aparecer com as cuecas todas borradas:
- Olha Tawny, não foi bonito de se ver e ainda pior de cheirar mas estar sózinho numa merda daquelas com 100m de altura sem saber se aquilo se parte e te cai em cima... Podes imaginar o cagaço, não?

Bom , se esta deriva do iceberg é efeito do aquecimento global, venha ele e depressinha que aqui em Portugal também gramamos espectáculo! Rebentemos com o planeta em troca de experiências estéticas de qualidade e não como a porcaria de cinema por aqui realizado. Abaixo Kyoto e outras tonterias do género, portanto!

Desejamos um final feliz ao gélido gigante e que nenhum Titanic lhe saia ao caminho
Tawny de Mattos

2 comentários:

João Crisóstomo disse...

Olhó rajá fresquinho

Pedro Álvares Cunhal disse...

Caro Tawny

O final feliz deste gigante é chocar contra um porta aviões nuclear-não-obrigado norte americano, afundá-lo e servir de câmara frigorifica aos sobreviventes até à chegada de salvamento
pelo Kursk.
Tardia!