sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Deus e Pinto da Costa



Não compro o «Sol», acho fraquinho, mas li por alto na revista «Tabu» a parte 2 do perfil do sr. Pinto da Costa. E esbarrei nisto: «O jogo começa [final de Sevilha, com o Celtic]. Com discrição, Pinto da Costa deita a mão ao bolso das calças e passa o rosário de contas negras benzidas pelo Papa [João Paulo II] para o bolso da camisa. Entrega-se ao Divino, evoca a Santidade, está em boa companhia». Mais adiante: «Segue-se um prolongamento de 30 minutos, Jorge Nuno encomenda-se a Nossa Senhora: «Temos de vencer, vamos ganhar».

Nunca percebi esta coisa de convocar a ajuda divina para um jogo de bola. Respeito a Fé, mas não papo tudo. Parece-me uma valente estultícia acreditar que Deus perca o seu tempo com um jogo de futebol, ainda para mais uma modesta final da Taça Uefa. Deus terá certamente outras prioridades na agenda. E mesmo admitindo que Deus gostasse de futebol, porque carga de água iria Ele ajudar uma das equipas, quando Ele, por definição, é justo, imparcial e trata todos por igual? Por que raio haveria Deus de interceder pelo Porto do sr. Pinto da Costa em detrimento do Celtic Glasgow, ainda para mais sendo este o clube-bastião dos católicos escoceses, por oposição aos protestantes do Rangers? Naaaaa.

Estou convencidíssimo de que Deus não viu o jogo nem cuidou de saber o resultado.

Que o sr. Pinto da Costa tenha por hábito pedir e conseguir favores (*), é uma coisa. Com o Altíssimo, porém, não faz ele farinha.

(*) mais terrenos, mais carnais.

Estimações

Barão de Lacerda

2 comentários:

Anónimo disse...

"Fruta? Café com Leite? Rebucadinhos?

O que deseja Sr. Árbitro? Na grande merceearia do FQP vendemos tudo"

(Sorteio de uma viagam ao Brasil patrocinada pela agência de viagem COSMOS)

Ressano Garcia disse...

Pinto da Costa está como José Veiga: mal habituado. A diferença é que um ganha e o outro não. No geral são madeira da mesma floresta. Não prestam.