sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Ainda por Marrakech (5)


Ontem jantou-se bem no Le Fondouk. Conversa distendida, multinacional. Os franceses fazem caretas admiráveis quando grasnam pú-pú-pú, ba-ba-ba, la-la-la, tu-tu-tu. Alguns dos bons riads e restaurantes de Marrakech são deles.
MST veio à baila. Alguém aparentemente sóbrio lembrou ao velho barão que o MST estava a enfrentar sozinho e de cara descoberta um ou vários inimigos encapuçados na rede.
De cara descoberta, bien sur. Mas sozinho?

Não me parece nada que o Sousa Tavares esteja sozinho contra os «malandrins». Pelo contrário. Se alguém, neste episódio, tem sido apoiado, acolitado, acarinhado e até bajulado, é ele. A Imprensa e as televisões passaram uma esponja na demonstração feita pelo freedomtocoopy. Assunto melindroso, melindroso... Ninguém cuidou de comparar atentamente os parágrafos em questão assim como ninguém se deu ao trabalho de levantar o cu da cadeira e ir fazer uma ou duas perguntas pertinentes aos Senhores Lapierre e Collins.

Investigação zero, vulgaridades mil. Assim trataram os jornais portugueses do assunto. De resto, a TVI silenciou o caso, com MST em directo e ao vivo na pantalha, e o Expresso também não piou, remetendo a coisa para a coluna de opinião de um colaborador altamente insuspeito -- «Cibercobardia!», disse ele. Até o Ferreira Fernandes, homem de prosa ágil, se juntou ao coro bajulatório, a pretexto de umas lérias sobre inveja, cheques, melenas e uma pita deslumbrada a servir à mesa.

Ah, como dão jeito os amigos, os amigalhaços!!!

Sozinho?

Eu já vos mostro o que é um Homem sozinho. Esperem um pouco.

Barão de Lacerda

2 comentários:

Alexano Herculandre disse...

Ó senhor Barão, também li esse texto. O Ferreira Fernandes faz-se muito engraçadinho mas eu topo-o há muito tempo. Aquela sabujice ao MST não convenceu nada. Uma palmadinha aqui, outra acoli, tudo muito mal disfarçado, e siga a vidinha COMPANHEIRO (ou VCAMARADA?) que os amigos está cá para isso...
Que tristeza!

Anónimo disse...

Caro Barão, tenho
curiosidade de saber a sua idade. Não me parece que seja tão «velho» como quer fazer crer, embora se perceba que é vivido (e viajado, pelos vistos!)...