segunda-feira, 5 de março de 2007

Museu Salazar e a Esquerda atrapalhada...



Tem a sua graça esta coisa do Museu de Salazar (ou do Estado Novo) lá na aldeia onde o gajo nasceu. Quantos Portugueses sabem onde fica o Vimieiro? E, para facilitar, alargando o espectro, quantos conhecem Santa Comba Dão? É que de repente não parece que a Democracia corra grande risco por se criar tal museu. Perguntem ao insuportável Carrilho, insuspeito de qualquer simpatia com o antigo regime. Ele disse o que pensava enquanto Ministro da Cultura.

Desde 1974 que não há grupelho que não se junte em associação anti-fascista, democrática, anarco-sindicalista, de louvor ao 25 de Abril ou à República e respectiva bandalheira, de liberdade pela opção sexual, de aprofundamento de uma ideologia desde que de extrema esquerda ou de amizade com Cuba-Albânia-China-Coreia do Norte, dos cães de rua com e sem pulgas ou de outra merda qualquer, desde que os objectivos passem por jogatanas de sueca, cantilenas de intervenção desafinadas e uns comes e bebes mais ou menos gordurosos. Mas não nos cabe discutir os gostos de cada um e se a maralha anda entretida, deixá-los lá. De onde vem o dinheirinho para pagar tais folguedos é que seria bom saber-se...

A ideia de utilizar o casebre onde nasceu Oliveira Salazar - que não é outra coisa se comparado com os edifícios da Fundação Mário Soares, da Biblioteca Museu República e Resistência, a maçonaria paga com dinheiros públicos, ou com a sede da Associação de Bebedolas 25 de Abril, ali na Rua da Misericórdia - como museu levanta os letárgicos "democratas" como se o homem renascesse para os atormentar nos seus esquemas pouco claros ou, pior ainda, que viesse por aí abaixo de varapau em riste e os obrigasse a trabalhar.

Bem sei que a Joana Amaral Dias e a insignificante Ana Drago opinam em sentido contrário á abertura do museu seguindo uma ortodoxa linha leninista, trotsquista, estalinista, maoísta, enfim, uma linha totalitária da qual o próprio Salazar não discordaria, e que se reescreva a História mais a seu jeito e que tudo o que não seja da cor seja simplesmente apagado, mas o que querem?
Eu, com boa vontade e singeleza, aconselhava esses dois pilares da luta-antifascista (a propósito, já eram nascidas no 25 de Abril, o de 1974?) a deixarem que o tal museu possa existir, até como espanta-fantasmas. É que é proibido proibir, sabiam as meninas?
Olhe cara Joana, deixe lá os conhaques do Bairro Alto e vá lavar o cabelo que bem precisa, sua carinha laroca. E quanto a si, Ana Drago, não desperdice o furor uterino em coisa de segunda ordem e não se leve tão a sério, até porque não tem tamanho.

Ex toto corde
O Preto da Casa Africana

3 comentários:

Yanneck disse...

Cá está mais uma coisa da democracia...tão parecida com a democracia de antigamente...
Onde está o medo? No Vimieiro? Talvez. Provavelmente a malta democrática, teme uma ida em massa da populaça a Santa Comba Dão beber ideias velhas...deixem-se te temores desses e preocupem-se com os Salazares de hoje...bem piores por sinal, porque destes ninguém sabe o que esperar...

marta avillez disse...

Muito bem! Excelente texto meu caro Preto da Casa Africana, ontem discuti este assunto na minha tertúlia e disse exzactamente o que acabo de ler.
Parabéns sr. Preto da Casa AFricana!

Anónimo disse...

Preto no branco! É assim mesmo. Quanto aos ditadores, bem, nunca vi um tão "democrático" como esse Sócrates. O homem quer ser o novo Salazar, mas coitado, nem percebe de Finanças nem usa botas, usa preservativos... para os outros!