quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Paris e uma festarola


Hemingway, inveterado beberrolas arvorado em jornalista e escritor definiu bem esta cidade de putas e colaboracionistas em Paris é uma Festa. De facto, as francesas já se sabe, cedo ou tarde vão despir-se, exibir as mamocas pendentes, de preferência às janelas dos bairros da rive gauche, ruas estreitas e mal iluminadas, ali pras traseiras do Museu Delacroix. Quem por lá já passou, sabe do que estamos a falar. Elas colaboram, portanto. Está-lhes na massa do sangue, ou melhor, na massa do sexo. Eles, por sua vez, são do mais cobardola que pode existir. Ao mínimo sinal de sarrafusca, largam a escopeta e pernas para que vos quero, tal como visto em três conflitos euro-mundiais com os alemães (Napoleão III, I e II Guerras Mundiais), com os indochineses, com os portugueses (Invasões Napoleónicas), com os ingleses (em Waterloo e só para não recuar mais no tempo)... Enfim, na peida ou no petitcul é um descanso.
Não espanta por isso que a magrebinada que por lá habita - um cheirete a cebolas e outras matérias mais ou menos ediveis e frigiveis - tenha aproveitado uma chamada de atenção, note-se, uma simples chamada de atenção de um neofito ministro com pretensões a chefe com nome de mauzão de filmes do 007 (Sarkozy) nos tempos da guerra fria, para começar a pegar fogo aos automóveis, maus por sinal, de fabrico francês que, como se viu, arderam também cobardemente e sem sequer explodir. Por isso, nada como uma imagem da melhor fase de Paris nos últimos 100 anos, entre 1940 e 1994. Melhor do isso era preciso recuar aos anos da revolução francesa quando por dá cá aquela (ou outra) palha, as cabecinhas rolavam na lâmina da guilhotina, esse soberbo invento para cortar pontas de charuto.
Um abraço sentido do vosso
Cordial Cerejeira

3 comentários:

Anónimo disse...

O do bigode eu conheço!

Luís Graça disse...

Cordial Cerejeira:
o cavalheiro não as poupa!
Curiosamente, a sua Paris não é a minha. Embora a sua se apresente deliciosamente decadente.

jurgen achtung raus disse...

a próxima vez paris não escapa. nao fica pedra sobre pedra. tapete de bombas diario para aplanar. depois limpar e reconstruir à semelhança de berlin. sieg heil! sieg heil! sieg heil, karalho!