Cartas de Marrakech (2)
Voltei ao «novo» freedomtocopy, o tal que por artes desconhecidas se substituiu ao original. Ora, ora. Continua uma maçada. Mas lá aparece um intróito pomposo de onde escorre uma tentativa de explicação para a suspeitíssima sobreposição.
Quer o sujeito de falinhas mansas convencer-nos que um dia Jekyll, no dia seguinte Hyde, por obra do acaso. Então o blogue original desapareceu nalgum buraco negro?, tragado por quem, a que propósito varrido?
Naaaaaa. Aqui há gato. Quem quiser que enfie o barrete [ainda hoje fotografei alguns na praça defronte ao Café des Épices]. Por muito longe que este velho barão esteja de dominar as virtualidades da rede [tenho muito mais que fazer, aliás] não me parece nada normal o que aconteceu ao blogue original, assim como anormal me parece o perfil do habilidoso que se apropriou de freedomtocopyfreedomtocopy e logo tratou de grasnar, absolutamente a despropósito, uns disparates tenebrosos destinados a emporcalhar a memória do Senhor General Humberto Delgado.
Que o malandrim que assina Luis Tubarão Rainha nunca tenha a infelicidade de se cruzar com algum descendente mais afoito do General dito «sem medo». Eu saberia o que havia de dizer e fazer a este ursulão, cobardola ursulão, cobardolíssimo ursulão! que se aproveita do conveniente anonimato para caluniar a memória de gente que já não está cá para se defender.
Mas este é o preço a pagar pela Liberdade de expressão. Paguemo-lo, pois, embora afagando distraídamente o pingalim.
Barão de Lacerda
9 comentários:
O Barão anda sempre de pingalim?
o que fizeram ao freedomtocopy é uma nojice digna de uma Alemanha de Hitler, de um Uganda de Idi Amin, de um Pol Pot. Nem Salazar, Franco ou mesmo Mussolini se atreveriam a tanto.
Atrever, sem dúvida que se atreveriam, mas isso era normal, porque a vida era em ditadura. A tristeza é a coisa acontecer em democracia.
Uma coisa parece certa:
Com esta historieta do blog pirata e do anónimo corajoso ( sans blague), já ganhei alguma coisa na net. Descobri um barão de Lacerda que sendo de mil aparas, parece de senso comum a quem se cultivou nas letras.
E isso é descoberta de um original.
Cópias é o que mais há, por aí. Algumas replicam-se em velocidade de luz intermitente.
Talvez seja a altura de pensar em elencar a nomenclatura pátria, assim a modos que a Vanity Fair vai fazendo anualmente em relação ao establishment americano.
Só no campo das letras, artes e ideias, a ideia dava um excelente blog ou mesmo postal.
Pena que me falte tempo, para pesquisa.
Por outro lado ( on the other hand...), é curioso verificar a motivação que anima esta canalha de sequenciadores acéfalos da indignação hipócrita.
Repudiam o anonimato da denúncia e chamam-lhe todos os nomes.
A seguir, o visado, lança para a esfera pública a suspeita de que "já sabe quem pode ser o autor da vilania" e adianta até características que o identificam: escritor frustrado do bloco de esquerda.
Como não há muitos assim, o autor difama uma série de potenciais visados, recorrendo ao método expedito de cifrar suspeitos num costume aleivoso que é o de nomear por alto, abrangendo várias vítimas potenciais.
Depois e ao mesmo tempo, vitimiza-se, refutando os métodos pidescos de quem anda a catar plágios...
Arre que é de mais!
O título nobiliárquico pode esconder a identidade do personagem, mas não esconde a humanidade da sua escrita. Que é sofisticada, eloquente e de uma ironia britânica. Os meus parabéns ao Barão que também descobri no «assassinado» freedomtocopy
Não espanta que o neo-freedomtocopy (sim, o blog bendito)assassino e ocupa desalmado do velho freedomtocopy (sim, o blog maldito), tenha sido desactivado deixando o corpo abandonado sem sepultura.
"Miguel Sousa Tavares entregou hoje(31/10) à Polícia Judiciária uma queixa e participação criminal por difamação e violação de direito moral de autor contra desconhecidos, após acusações de plágio no livro «Equador», informou esta terça-feira a sua editora.
De acordo com um comunicado de imprensa da editora da obra, a Oficina do Livro, a queixa entregue na Directoria de Lisboa da PJ é contra o responsável do blogue www.freedomtocopy.blogspot.com e contra o autor do «post» de 20 de Outubro de 2006 que usou o pseudónimo «Lapierre e Collins».
O caso remonta a 20 de Outubro, quando no site «Freedom to Copy» um anónimo acusou Miguel Sousa Tavares de ter plagiado partes de «Esta Noite, a Liberdade», de Dominique Lapierre e Larry Collins, para o seu livro «Equador».
Na altura, o jornalista e escritor refutou as acusações e colocou de imediato a hipótese de recorrer às autoridades para investigarem os autores não identificados"
Diário Digital / Lusa
31-10-2006 16:39:00
Ou seja, caso o freedom remontado continuasse, MST andaria a processar-se como autor desconhecido. Sigamos a trama de mais um admirável romance MST...
«Cobardolíssimo ursulão» é um dos melhores insultos que li em muitos anos.
Os meus parabéns, a sua linguagem é incrivelmente expressiva.
A sério.
Caro Olex,
Uma cacha: os blogs freedomtocopyfreedomto copy e freedomtokeepcopyingfredomtocopy (sic) foram limpos de conteúdo. Há um anúncio que informa que foram “hackados” por uns “Piratas do Equador” (!).
Encontrei um outro blog no apdeites ( http://apdeites.cedilha.com/?cat=10 ), chamado freedomcopied, que reclama ter herdado e estar a preservar o conteúdo do freedomtocopy original.
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